sexta-feira, 1 de junho de 2012
Kafka verde-amarelo
Se Kafka fosse brasileiro, o seu Gregor Samsa se chamaria Gregório Samsaylsson da Silva e seria um jovem e simpático favelado da Rocinha, que num belo dia acordaria em seu barraco transformado numa imensa lacraia do funk carioca. A lacraia gigante, muito jeitosinha, requebraria os seus quadris com ginga e malemolência, ao som do "Créu". Acabaria no Faustão, como estrela convidada para a Dança dos Famosos. Tantos absurdos seriam encarados com naturalidade pelos telespectadores, todos eles transformados em enormes e asquerosas baratas no conforto de seus lares. Kafka, europeu, e sua simples metamorfose não são páreos para o absurdo chamado Brasil.
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