quinta-feira, 31 de maio de 2012
A agenda
A agenda do governo Roseana se resume a constatar as obras da via expressa e da avenida quatrocentenário e assinar convenios no governo itinerante.
restaurantes populares
O governo vai reabrir dois restaurantes populares: um na cidade olimpica e outro no anjo da guarda. queria ver se o governo tinha coragem de abrir um na ponta d'areia para competir com o cabana do sol e outro na daniel de la touche para competir com o feijão de corda.
Roseana e a via expressa
De tanto vistoriar as obras da via expressa e da avenida quatrocentenário, bem que a governdora Roseana Sarney podia acampar logo lá no canteiro de obras.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Jornalismo ou relações públicas dos poderosos?
No Maranhão não existe jornalismo sério. Prefira os humoristas, leitor. Há quem noticie canetada de político como se fosse um fato portentoso. Obras que serão inauguradas quem sabe no dia de São Nunca, ou no primeiro de abril. Nossos políticos inauguram maquetes como se fossem prédios públicos prontos e devidamente entregues ao povo, e lá estão eles, nossos incansáveis jornalistas, documentando o grande feito como se feito de fato fosse. Que credibilidade tem essa gente? Jornalismo no Maranhão é uma anedota, mas sem a menor graça. Só os humoristas enxergam o óbvio: Que os reis estão nus enquanto os bobos da corte da imprensa escrevem gracinhas para o populacho, que aplaude o triste espetáculo.
terça-feira, 29 de maio de 2012
IDC
O Maranhão sempre inova. O indice que realmente capta a melhoria na qualidade de vida do povo sofrido do Maranhão é o IDC ( Indice de Desenvolvimento do Cinismo).
O ministro Gastão defende o futurismo em Alcântara.
Eu tenho uma dúvida com relação ao futurismo: seria o futurismo o futuro do pretérito ou o futuro do presente do turismo?
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Capim
O mato das calçadas centrais das principais vias públicas de São Luís está tão crescido que me fez pensar naquele famoso ensaio da Cláudia Ohana na Playboy. Já passou mais do que da hora do prefeito João Castelo, tadinho, parar de chorar e de reclamar que os Sarneys malvados sabotam todos os seus planos e mostrar algum serviço, mandando alguns sujeitos capinarem os arbustos, antes que alguma criança tropece, caia na pista e seja atropelada por uma caçamba. Fato que, com certeza, levaria o prefeito a pôr a mão na consciência e, num ato de contrição, responsabilizar a criança como única culpada pelo lastimável acidente.
Dando as costas para o povo
O que mais me incomodou nessa história de greve do transporte coletivo, que deixou a população de S. Luís a ver navios, sem, contudo, avistar nenhum ônibus durante uma semana inteira foi o descaso com que os nossos homens públicos (o que inclui a nossa desgovernadora, homem público ela também, pois como gentleman que sou jamais cometerei a indelicadeza de tratá-la como 'mulher pública') maltrataram os cidadãos ludovicenses, como se dissessem a todos: "Isso aí não é um problema nosso. Virem-se!" Dando-nos, em seguida, as costas.
Nessas horas, com todas as autoridades maranhenses de costas viradas para si, fica difícil para o povo não exercer o direito de liberdade como este foi definido pelo grande filósofo Bussunda: "Liberdade é poder passar a mão na bunda do Sarney". Ou do João Castelo, acrescento eu. Democracia no Brasil, afinal, não passa duma variação contagiante da Dança do Tchan, com muito remelexo e gingado, que congrega todos os brasileiros e brasileiras uma vez por ano a botarem a mão no joelho, darem uma agachadinha e requebrarem os quadris diante das urnas. Afinal foram 21 anos de ditadura militar dizendo-nos: "Segura o tchan, amarra o tchan, tortura o tcha-tcha-tchan-tchan".
Nessas horas, com todas as autoridades maranhenses de costas viradas para si, fica difícil para o povo não exercer o direito de liberdade como este foi definido pelo grande filósofo Bussunda: "Liberdade é poder passar a mão na bunda do Sarney". Ou do João Castelo, acrescento eu. Democracia no Brasil, afinal, não passa duma variação contagiante da Dança do Tchan, com muito remelexo e gingado, que congrega todos os brasileiros e brasileiras uma vez por ano a botarem a mão no joelho, darem uma agachadinha e requebrarem os quadris diante das urnas. Afinal foram 21 anos de ditadura militar dizendo-nos: "Segura o tchan, amarra o tchan, tortura o tcha-tcha-tchan-tchan".
Consenso de Washington
A expressão Consenso de Washington na politica ludovicense ganhou outra conotação: de quando o grupo politico dominante não quer gastar seu capital politico e escolhe outro de campo politico oposto para gastar o que não tem e ficar endividado pelo resto da vida.
candidatura de washington
A nau capitania da candidatura de washington navega sob qual bandeira? A bandeira vermelha ou a bandeira dos piratas do Calhau?
Dicas para o fim de semana - 2
Outro programão (de índio) bem legal é ir com a família ao zôo, dar pipocas aos macacos. Antes que o leitores me corrijam com a informação de que na nossa ilha d'amour não tem nenhum jardim zoológico, saibam que falo no sentido poético da coisa: refiro-me ao verdadeiro jardim zoológico que é a politicagem no nosso estado do Maranhão. Agora imaginem uma típica família ludovicense, pai e mãe fazendo o seu passeiozinho dominical com os filhos no zôo da nossa política. Todos param diante de uma jaula. Aí a filha pergunta para o pai:
- Paiêê, que bicho feio é esse???
O pai muito didático:
- Ah, essa daí é a jaula do Lobão, filhinha. Um predador perigosíssimo. Devora tudo que encontra pela frente. E aquele ali lá atrás é o Lobãozinho filhote dele, olha só como o bichinho é voraz também. Trinta por cento da carniça, dizem, é toda dele.
- Credo, pai. Esses bichos são muito sinistros...
- E como, filha, eles são sinistros e ministros.
Os dois são interrompidos pela mãe histérica, que berra pedindo ajuda: "Help! Acudam! Socorro! Roubaram a minha bolsa Louis Vuitton legítima, que comprei num camelô!"
- Quem roubou a sua bolsa, querida?
- Aqueles bichos de mãos leves ali! - disse ela, apontando para a gaiola dos Sarneys, que se fingiam de mortos e que só de vez em quando interrompiam a paralisia pra coçarem os piolhos - acho que quem me surrupiou a bolsa foi aquele ali do meio, mais velho, mais bigodudo!
- Tem certeza? Os filhotes também me parecem igualmente suspeitos... veja a filhota fêmea, com ar de zangada. Tem certeza que não foi ela?
A mulher hesitou. Não se via sinal da bolsa em lugar nenhum. - Esses bichos são muito espertos! - comentou o homem - Sua bolsa já deve ter sido incorporada ao patrimônio particular do bando.
- Talvez não tenham sido eles - disse a filha - aqueles dois outros bichões bem ali também não têm um ar muito confiável!
Toda a família ao ouvir isso, olhou na direção oposta, onde o Castelo e o Zé Reinaldo dividiam um cercadinho cheio de feno. Perto deles havia uns animais esquisitos e de plumagem vermelha, todos esquerdistas, que emanavam uma nhaca horrível.
- Serááá? Pô, pensei que esses bichos aí eram mansinhos e limpinhos! Tava pensando até em votar neles!!!
- Não sei não, pai. Não fui com a cara de nenhum dos dois. Esse tal Castelo, por exemplo... é uma raposa velha ou é uma fuinha? Qual é a desse bicho?
- Pra mim parece mais um rato.
- E eu? - interrompeu a perua - Como vou fazer para recuperar minha Louis Vuitton???
- Esqueça a bolsa, mulher. Depois a gente compra outra no coreano da esquina. Tá ficando tarde, é melhor irmos andando. Eu ainda quero ver a jaula dos candidatos a prefeito de São Luís, um montão de animais selvagens, aves de rapina e bichos peçonhentos que fazem o maior barulho por nada!!!
- Paiêê, que bicho feio é esse???
O pai muito didático:
- Ah, essa daí é a jaula do Lobão, filhinha. Um predador perigosíssimo. Devora tudo que encontra pela frente. E aquele ali lá atrás é o Lobãozinho filhote dele, olha só como o bichinho é voraz também. Trinta por cento da carniça, dizem, é toda dele.
- Credo, pai. Esses bichos são muito sinistros...
- E como, filha, eles são sinistros e ministros.
Os dois são interrompidos pela mãe histérica, que berra pedindo ajuda: "Help! Acudam! Socorro! Roubaram a minha bolsa Louis Vuitton legítima, que comprei num camelô!"
- Quem roubou a sua bolsa, querida?
- Aqueles bichos de mãos leves ali! - disse ela, apontando para a gaiola dos Sarneys, que se fingiam de mortos e que só de vez em quando interrompiam a paralisia pra coçarem os piolhos - acho que quem me surrupiou a bolsa foi aquele ali do meio, mais velho, mais bigodudo!
- Tem certeza? Os filhotes também me parecem igualmente suspeitos... veja a filhota fêmea, com ar de zangada. Tem certeza que não foi ela?
A mulher hesitou. Não se via sinal da bolsa em lugar nenhum. - Esses bichos são muito espertos! - comentou o homem - Sua bolsa já deve ter sido incorporada ao patrimônio particular do bando.
- Talvez não tenham sido eles - disse a filha - aqueles dois outros bichões bem ali também não têm um ar muito confiável!
Toda a família ao ouvir isso, olhou na direção oposta, onde o Castelo e o Zé Reinaldo dividiam um cercadinho cheio de feno. Perto deles havia uns animais esquisitos e de plumagem vermelha, todos esquerdistas, que emanavam uma nhaca horrível.
- Serááá? Pô, pensei que esses bichos aí eram mansinhos e limpinhos! Tava pensando até em votar neles!!!
- Não sei não, pai. Não fui com a cara de nenhum dos dois. Esse tal Castelo, por exemplo... é uma raposa velha ou é uma fuinha? Qual é a desse bicho?
- Pra mim parece mais um rato.
- E eu? - interrompeu a perua - Como vou fazer para recuperar minha Louis Vuitton???
- Esqueça a bolsa, mulher. Depois a gente compra outra no coreano da esquina. Tá ficando tarde, é melhor irmos andando. Eu ainda quero ver a jaula dos candidatos a prefeito de São Luís, um montão de animais selvagens, aves de rapina e bichos peçonhentos que fazem o maior barulho por nada!!!
domingo, 27 de maio de 2012
Dicas para o fim-de-semana - 1
Ah, as nossas lindas praias. O sol, o sal e a saída do esgoto. Difícil manter distância daquela latrina gigantesca, a Avenida Litorânea: linda, sedutora, contaminada, convidando todos a uma doença de pele e inspirando cantigas praieiras à Dorival Caymmi: "O maaar/ Quando quebra na praia/ É proibido ao banho/´É proibido", ou rendendo líricos poemas de nossos melhores bardos: "Nadar é/ Uma coisa imunda/ O cocô bate na água/ E a água bate na bunda." (Ferreira Gullar, in O Poema Sujo de Coliformes).
Rir ou não rir, that's the question
Uma questão existencial sempre me atormentou: afinal como rir virtualmente? Muitas pessoas não pensam duas vezes e optam pelo “k” repetido ad infinitum como signo/símbolo das suas gargalhadas virtuais. Mas, sinceramente, jamais me identifiquei com o kkkkkkkkkkkkkkkk das multidões, a meu ver simplista, expressando mais o estilhaçamento de um copo no chão do que a graça de quem ri a bandeiras despregadas. Até mesmo o “quá-quá-ra-quá-quá” daquela canção da Elis Regina me parece meio forçado, mais onomatopaico do que autêntico.
Outra opção muito popular é digitar: “Rs”. Esse tem a vantagem de possuir algumas variações. O uso mais genérico consiste em escrever o “R” acompanhado por generosa quantidade de “s”: Rsssssssssssssssssssssss. Há os que preferem alternar as duas letras: Rsrsrsrsrsrsrsrs. E ainda tem a turma minimalista, que só digita um mísero “rs”. Confesso adotar o último com frequência, mas sem nenhuma convicção. Se me apontarem uma saída mais conveniente, descartarei o “rs” sem nenhuma dó.
Nunca entendi o “shuashshuashshuashu” de alguns, que me lembra um ataque apoplético. E os “ahhahahhahha” de outros me sugerem dor de dente, talvez. “Ah! Ah! Ah!” lembra-me alguém arfando desesperadamente durante um ataque de asma. “He! He! He!” pode causar confusão e dúvida caso o interlocutor fale inglês: “Who the fuck is HE?” Já o trio “Ririri!”, “Hihihi! e “Ih! Ih! Ih!” – me parecem risos muito femininos, tímidos ou infantis demais.
Para complicar as coisas, existem algumas risadas que têm assinatura pessoal, são coisa de griffe, exatamente como as obras de certos artistas: “Rarará” (José Simão), "Rá Rai" (Silvio Santos), “Iac Iac Iac!” (Pateta), “Rô! Rô! Rô!” (Papai Noel e aquela conhecida cantora LGBT da nossa MPB, mas, puxa vida, qual cantora da nossa MPB não é LGBT?). Algum esperto já deve ter posto o seu copyright até em “Quiá Quiá Quiá”, a risada daquela bruxa verde que vivia tentando cozinhar o coelho Pernalonga para o jantar.
Eu sou daqueles que joyceanamente gostariam de forjar a consciência incriada de sua risadinha virtual. Mas analisando os sons que emito, a representação gráfica mais aproximada me parece ser: “râhn-rhânh-rheiânnh-rummnh-rhunnh”. Mas escrever um troço desses pode fazer as pessoas me recomendarem algum xarope bom pra tosse, dor de garganta e congestão nasal.
Como não vejo túnel no fim dessa luz, acho melhor dar uma de grande mudo, mesmo quando a piada for boa.
Ou então partir pra covardia de um emoticom. :D
Regionalismo mágico
José Sarney, finalmente, escreve a continuação de seu cultuado romance Saraminda. A mais nova obra-prima se chama Sarajane, e desta vez não conta a história de nenhuma morena fogosa dona de mamilos de ouro pontudos como dois chifres de bumba-boi. Sarajane, meio-irmã de Saraminda, é a saga de uma loura sensual, um tanto periguete, e sua exótica rodinha mágica, que tem o dom encantado de enlarguecer. Leiam um trecho do romance, que conseguimos com exclusividade:
"O Coronel Xexéu apeou do jegue, amarrou-o a um pé de tucum, e aproximou-se da rapariga conhecida por todos os humildes membros da comunidade como Sarajane. Xexéu ficou pasmo com a sensualidade e a brejeirice da loira, que fez um remelexo dos quadris, expondo a cobiçada rodinha que ocultava debaixo da saia de chita, enquanto seus lábios rubros como acerolas maduras entoavam: "Vamos abrir a roda, enlarguecer, tá ficando apertadinha, meu amor, abre a rodinha, por favor."
"O Coronel Xexéu apeou do jegue, amarrou-o a um pé de tucum, e aproximou-se da rapariga conhecida por todos os humildes membros da comunidade como Sarajane. Xexéu ficou pasmo com a sensualidade e a brejeirice da loira, que fez um remelexo dos quadris, expondo a cobiçada rodinha que ocultava debaixo da saia de chita, enquanto seus lábios rubros como acerolas maduras entoavam: "Vamos abrir a roda, enlarguecer, tá ficando apertadinha, meu amor, abre a rodinha, por favor."
40 anos no poder do maranhão
Reunião da familia Sarney: "40 anos no poder. parece que foi ontem." Esse é que é o problema.
lista de discussão na internet
O debate politico no Brasil virou uma feira livre e uma casa de mãe Joana. Desculpem a feira livre e a casa da mãe Joana. Cada lista de discussão na internet apresenta um ou outro internauta que exerce a função de defender partido A ou B contra o partido C ou D. Os partidos até pagam profissionais sérios para os defender mas a grande maioria apenas injeta mais veneno na discussão. E haja soro anti ofidiaco.
Qual é o gosto da água?
Desde cedo, aprende-se que água é incolor, inodora e insipida. Bem, acho que depois do programa de distribuição de água do estado do Maranhão há uma grande possbilidade de se rever essa sentença.
Uma rua uma avenida uma praça
Sei como é dificil nomear uma rua uma avenida uma praça. nem sempre pinta aquele nome expressivo, então uma homenagem básica para algum politico sempre rola. acho que os governos deveriam manter um arquivo de possiveis nomes para não incorrer em erros tão vulgares do ponto de vista ético administrativo. Que tal praça do "primeiro emprego", onde os jovens passam suas tardes sem fazer nada? Ou então estação de tratamento de esgoto "sem licitação", onde o dinheiro entra, mas não sabe se sai?
sábado, 26 de maio de 2012
O melhor governo da minha vida
Quando a governadora Roseana Sarney proferiu que este seria o melhor governo da sua vida, alguém deve ter pensado consigo: "Ah essa falsa modéstia".
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